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Dani Gurgel & Debora Gurgel bring their original Brazilian Jazz to the USA in September. Beats and lyrics from Brazil with contemporary jazz melodies and harmonies take Brazilian Jazz to its roots and back into a new approach.
Debora Gurgel‘s compositions and arrangements are extremely sophisticated, having written especially for Jazz Sinfônica Orchestra, Tom Jobim Orchestra, Lilian Carmona, Chico Pinheiro and Amilton Godoy (Zimbo Trio). Dani Gurgel‘s voice is an instrument, joining beautiful lyrics and complicated vocalises with the sax player precision from her big band days. They will be joined by drummer and producer Thiago Rabello, who is featured in all of their albums, and by bass players Jon Burr (Boston & NY) and Tim Carey (Seattle).
Dani & Debora have always played important parts on each other’s albums. This tour is the ultimate union of their work, with mostly their own music, some of Dani’s compositions with other partners (Filó Machado, Sara Serpa & Maria Schneider) and a few bold arrangements of Brazilian classics by Tom Jobim & Hermeto Pascoal.
More about the artists: www.danigurgel.com.br | www.deboragurgel.com.br
Cada vez que fico com vontade de ouvir o ‘Nearness of You’ ou o ‘Pilgrimage’, dois dos discos do Michael Brecker que mais me marcaram, e mais solos eu decorei; fico meio triste, lembrando do dia em que ele morreu.
Fui ver o Al Foster tocar no Smoke, em Nova York, uma casa de jazz bem tradicional, na Broadway lá em cima (com a rua noventa e tantos). Passei frio na rua, a estação de metrô que eu precisava estava fechada e tive que andar o resto… o maior programa de índio. Mas dane-se, era pra ver o Al Foster.
Entrei naquele universo todo paralelo, quentinho. Não sabia o que fazer com o casaco, que tinha passado de muito fino e indispensável a um trambolho calorento. Paguei imensos trinta dólares naquela comandinha muito estranha, em que a garçonete passa o seu cartão e, ali onde se assina, você escreve quanto vai dar de gorjeta. Dá-lhe confiança.
Naquela casa que é mais ou menos do tamanho do antigo Villagio Café (metade do Ao Vivo?), eu vi o show com o público mais quente de todos os meus 15 dias entre Crusaders no Blue Note, Kenny Baron e Fly no Village Vanguard, e até festival de jazz underground no SoHo. Depois de 15 dias com platéias de gringos e bacanas achando aquilo ‘muito interessante’, ouvi os primeiros ‘awesome’ e ‘yeah’ da viagem.
E ali no fundo palco, escondido pelos pratos quase verticais e altíssimos, estava o Al Foster. O cara que tocou 13 anos no grupo do Miles Davis e que ainda tá em todas. Entre uma música e outra, ele levanta da bateria, se contorce até o microfone, e diz: “Vamos tocar a próxima música em homenagem a nosso grande amigo, grandissíssimo músico, que faleceu nesta manhã, Michael Brecker”.
Gelei. “Mas ele tinha melhorado! Como assim?” Levei um tempo pra assimilar a notícia.
E a música seguinte foi uma das coisas mais emocionantes que já vi em cima de um palco. Cada solo, cada nota, dizia “Descanse em paz, amigo”.



































































































