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Dani Gurgel: Um som pra arrebatar!
Por: Liz Marina (em colaboração para o blog)
Dona de uma musicalidade sólida como o bruto concreto das obras de Lina Bo Bardi e uma voz tão delicada como as curvas representadas por Niemayer. Vivendo música desde sempre, Dani Gurgel começou aos três anos, passando por vários instrumentos. Foram 15 anos como instrumentista. Até começar a escrever canções com letra e descobrir que gostava de cantar suas próprias músicas assim, a voz passou a ser o seu principal instrumento.
Trabalhando de forma livre e em contato direto com o público, Dani Gurgel vem inovando na forma de fazer e divulgar sua música: produzindo um som atual e de qualidade indiscutÃvel. Um som brasileirÃssimo!
Em 2007 seguiu com duas temporadas de shows. A série ‘Dani Gurgel e Novos Compositores’ apresentou a união da nova geração. Durante os shows foi gravado um E.P. com quatro canções: Mares de Lá, Tergiversar, A Aurora das Coisas e Baião da Dona Dé.
O segundo disco, intitulado Nosso e gravado em 2008, é composto por 11 faixas alinhavadas pelo Jazz. Repertório que traz 15 compositores, entre eles: Vicente Barreto, Dani Black, Vinicius Calderoni, Leo Bianchini, Caê Rolfsen e mais uma galera que nasceu para a música.
No ano seguinte, ela surge com um projeto inovador. Inspirada nos shows de 2007, convida 23 novos músicos para participarem ativamente do disco, cantando suas próprias canções. Surge assim o ‘Agora – Dani Gurgel e Novos Compositores’. Com 10 faixas, juntando o estilo de cada compositor ao seu próprio, Dani criou um disco cheio de swing, que vai do Jazz ao Pop. É um disco viciante. Não é mais do mesmo. Participam do disco grandes cantores/compositores. Seria injusto citar apenas alguns nomes. É um time de ponta!
O disco foi lançado mundialmente pela gravadora Artist Share, e o show de lançamento aconteceu em setembro do ano passado, no Auditório do Ibirapuera, com todos os compositores e cantores no palco. Um show muito elogiado pelo público.
Este ano, Dani está se dedicando a shows pelo Brasil e exterior, visitando as cidades escolhidas pelos próprios fãs, através de uma pesquisa ainda em andamento no site oficial.
Melhor do que ler isso tudo é ouvir! Siga:
http://www.danigurgel.com.br
http://www.myspace.com/danigurgel
http://www.youtube.com/danigurgel
http://www.twitter.com/danigurgel
[para o maestro Branco]
Savana
Que é banda, que é alma
Que é umbanda, que é calma
Que é canto, que é sopro
Que é santo, que é torto
Savana
Que é cheia, que é musa
Que é toda, que é música
Que é cada, que é solo
Que é junta, que é única
Savana de trás
de cima e de onde
Savana daqui
de norte e de longe
Savana de ontem
de sempre e de hoje
Cada vez que fico com vontade de ouvir o ‘Nearness of You’ ou o ‘Pilgrimage’, dois dos discos do Michael Brecker que mais me marcaram, e mais solos eu decorei; fico meio triste, lembrando do dia em que ele morreu.
Fui ver o Al Foster tocar no Smoke, em Nova York, uma casa de jazz bem tradicional, na Broadway lá em cima (com a rua noventa e tantos). Passei frio na rua, a estação de metrô que eu precisava estava fechada e tive que andar o resto… o maior programa de Ãndio. Mas dane-se, era pra ver o Al Foster.
Entrei naquele universo todo paralelo, quentinho. Não sabia o que fazer com o casaco, que tinha passado de muito fino e indispensável a um trambolho calorento. Paguei imensos trinta dólares naquela comandinha muito estranha, em que a garçonete passa o seu cartão e, ali onde se assina, você escreve quanto vai dar de gorjeta. Dá-lhe confiança.
Naquela casa que é mais ou menos do tamanho do antigo Villagio Café (metade do Ao Vivo?), eu vi o show com o público mais quente de todos os meus 15 dias entre Crusaders no Blue Note, Kenny Baron e Fly no Village Vanguard, e até festival de jazz underground no SoHo. Depois de 15 dias com platéias de gringos e bacanas achando aquilo ‘muito interessante’, ouvi os primeiros ‘awesome’ e ‘yeah’ da viagem.
E ali no fundo palco, escondido pelos pratos quase verticais e altÃssimos, estava o Al Foster. O cara que tocou 13 anos no grupo do Miles Davis e que ainda tá em todas. Entre uma música e outra, ele levanta da bateria, se contorce até o microfone, e diz: “Vamos tocar a próxima música em homenagem a nosso grande amigo, grandissÃssimo músico, que faleceu nesta manhã, Michael Brecker”.
Gelei. “Mas ele tinha melhorado! Como assim?” Levei um tempo pra assimilar a notÃcia.
E a música seguinte foi uma das coisas mais emocionantes que já vi em cima de um palco. Cada solo, cada nota, dizia “Descanse em paz, amigo”.
































































