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Blu-Ray Viadutos

Blu-Ray Viadutos
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photo by Da Pa Virada | Dani Gurgel
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Com vista para o centro de São Paulo, Viadutos traça(m) as conexões e parcerias nas composições de Dani Gurgel com Romulo Fróes, Rafa Barreto, Filó Machado, Maria Schneider…

“Viadutos não é só o nome do edifício no qual a gente gravou esse DVD. Viadutos são conexões entre as pessoas, entre a música das pessoas, entre a vida das pessoas na cidade… E é isso que eu quero com a minha música.”, afirma Dani Gurgel em trecho do making of, gravado na sala de casa. “Uma questão central foi sempre a de ser uma experiência intimista.”, revela o diretor Vinicius Calderoni.

Gravado no alto do Edifício Viadutos, marco da arquitetura paulistana, usando a vista para o centro da cidade como cenário, o novo trabalho de Dani Gurgel traz pequenos contos da cidade, histórias com as quais todos podem se identificar, como explica na canção Sinceramente (Edu Luke/Dani Gurgel): “Pra ser sincera, eu falo do meu quintal. E torço pra que o teu se pareça”.

Das tardes de domingo na casa da avó Neneca (Debora Gurgel/Dani Gurgel/Thiago Rabello), encontros envergonhados num elevador em Silêncio (Fabio Cadore/Dani Gurgel), a vista da cidade iluminada à noite, descendo a Estrada Bela (parceria com a compositora americana Maria Schneider), especulações sobre o Gosto do Asfalto (Romulo Fróes/Dani Gurgel), a criança que acredita que o mundo todo era em Preto e Branco (parceria com a cantora e compositora portuguesa Sara Serpa), ou mesmo a visão pessoal de que a cidade é uma composição de cores que, de longe, se misturam em Cinza (Rafa Barreto/Dani Gurgel); Dani transita pelos caminhos urbanos de suas composições. “As poucas canções que não são minhas são aquelas que gostaria de ter composto”, afirma a cantora e compositora.

Viadutos não fecha um ciclo, ainda que fosse essa a conclusão natural. Depois de lançar três discos privilegiando a produção de sua geração no repertório, sendo o último com participação de mais de vinte desses contemporâneos, Dani enfim se aventura em sua escrita e interpretação próprias. Sem deixar de lado o espírito agregador, Dani buscou uma equipe que fosse ao mesmo tempo concisa e heterogênea. Ao convidar os diferentes parceiros de suas canções, não foi outro o espírito. Conciso pelo estilo de composição de Dani, Viadutos ficou então livre para ir do pop ao jazz, da bossa nova aos ritmos africanos, aproveitando a formação musical da cantora como instrumentista – Dani era saxofonista da big band de Roberto Sion, e começou a cantar para interpretar suas próprias músicas.

Colocadas à prova durante uma série de shows no primeiro semestre de 2010, as canções chegaram ao DVD já amadurecidas. “Na hora de gravar o DVD foi muito mais tranquilo, porque os shows já foram ensaios. Em vez de ficar tenso, a gente curte o som.”, revela o produtor musical Thiago Rabello. Com o apoio do Sesi e da Borandá, que lança o DVD, Dani visitou diversas cidades requisitadas pelos seus fãs através de uma pesquisa, que ainda está no ar. Dessa e de outras fala Diga Você, samba ligeiro de Dani e Filó Machado que, não por acaso, teve seu título dado pelo público através do blog.danigurgel.com.br: “Diga Você, o que que diz, o que que toca. Cante, toque e mande de volta. Baixe-me, troque-me, toque-me, peça-me, cante-me, fale-me, ouça.”

A produção musical de Thiago Rabello e Conrado Goys alinhava todo esse repertório com a banda, que é a mesma da turnê, do DVD, e também do show de lançamento: Michi Ruzitschka no violão e guitarra, Debora Gurgel no piano, Daniel Amorin no baixo e o próprio Thiago Rabello na bateria. Para o lançamento dia 7/11 no Auditório Ibirapuera, não bastaria reproduzir o que foi feito no DVD. Dani agrega à equipe do show a diretora Vanessa Bruno, que entra para criar um espetáculo para o palco inspirado naquilo que foi feito em vídeo, colaborando com a mesma equipe de Viadutos.

Quando gravamos o “Viadutos”, três canções quase ficaram de fora. Não encaixavam na sonoridade do grupo, no tamanho do show…
Então decidimos gravar em formações diferentes, na sala da minha casa (literalmente). As três e mais uma regravação – “Cinza”, com participação do meu parceiro Rafa Barreto.
Assim não só surgiram as quatro faixas extras do Viadutos, como também foi como eu tive a ideia pra criar o Música de Graça, meu podcast no qual convido alguns artistas diferentes pra mostrar músicas inéditas que também não couberam nos seus discos.

Pra fazer o download, basta se cadastrar no mailing!
Gosto do Asfalto (Rômulo Fróes/Dani Gurgel)
Preto e Branco (Sara Serpa/Dani Gurgel)
Sinceramente (Edu Luke/Dani Gurgel)
Cinza (Rafa Barreto/Dani Gurgel)

 

Amarras
in: Viadutos (2010)

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Saiu, enfim, a versão CD de Viadutos! O show de lançamento será dia 20/10, no Sesc Ipiranga.

Comprando o disco agora pelo site da Borandá, você ganha um ingresso pro show. Vamos?

 

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ROGER MARZOCHI – Agência Estado
[original]

Uma das primeiras letras que a cantora Dani Gurgel se lembra ter feito para uma música já existente é “Talvez Humana”, gravada pela primeira vez no DVD “Viadutos”. A música nasceu por inspiração da mãe, Debora Gurgel. Mas não somente. Em 2003, a pianista lançou com Itamar Collaço, no contrabaixo, e Pércio Sapia, na bateria, o disco “Triálogo”, mesmo nome da banda. “Talvez Humana” está lá. E é surpreendente o que essa música transmite, sem letra, e a relação que Dani fez, ao escrever a letra. “Paralelamente à música, desde cedo eu escrevi muito, mas muita prosa, nada de poesia. Até reflete nas minhas letras, que tem um quê mais de crônica que prosa e poesia.”

Também fez isso com “Neneca”, a partir da música feita por Debora que ainda não tinha nome. “Cada música já tem uma sonoridade e acho, também, que o fato de ser musicista, muito tempo antes de começar a escrever, ajudou a conhecer a melodia antes da palavra”, explica, em outro paralelismo, de volta a Elis Regina e, especialmente, Speranza Spalding, Mônica Salmaso e Flora Purim. “Normalmente, quando eu pego uma música praticamente pronta para fazer letra, fico dias, semanas, pensando o que a música já diz. Porque não sou eu que vou forçar uma música dizer alguma coisa que não esteja apta a dizer. Então eu fico ouvindo, pensando o que essa música tem cara, o que essa música já diz, essa melodia tem som do que?”

A ficha de “Neneca” caiu em um almoço de domingo com a família. “Tem um pedaço que tem o contracanto. E ficava pensando: isso tem uma cara de bagunça, de duas pessoas falando ao mesmo tempo, mas não pode ser uma briga. Parece um almoço de família da minha casa que não são duas pessoas, são 20 pessoas falando ao mesmo tempo.” E “Da pá Virada”? Novamente, é Debora por Dani, Dani por Débora.

Não é à toa que, entre as 21 músicas do DVD está a prova definitiva sobre como ela consegue cantar do jeito que canta, compor, e aglutinar talentos. Em “Sinceramente”, no bônus do DVD, gravado na sala de Dani, música inédita dela com Edu Luke, ela revela: “Na verdade, não sei falar de algo que não tenha vivido”, começa a cantar. “Pra ser sincera, eu falo do meu quintal. E torço para que o teu se pareça.”

Ela é Elis, Speranza, Mônica, Debora, Flora? A letra de Breno Ruiz para a música de Dani Black, “Samba do Jazz”, gravada por Dani Gurgel no disco “Nosso”, explica. Dani Black veio com a música pronta e pediu a letra para Breno, que se diz poeta bissexto, ainda mais porque diz que o seu “lado poeta fica aniquilado” ao lado de Paulo Cesar Pinheiro, seu parceiro. Para escrever a letra, Breno se lembrou de uma entrevista de Tom Jobim, em que ele faz uma ironia após uma pergunta de um jornalista, que sugeria que a Bossa Nova era influencia do jazz americano. “A bossa nova é o jazz? Ele ri, diz o ”jass…””, lembra Ruiz, cariocando o “s”.

“A bossa nova é reelaboração do samba-canção, José Ramos Tinhorão que não me escute! (risos) É o samba-canção mais sofisticado. E não quis dizer, necessariamente, da importância história do Tom. Mas, pra mim, o Tom é um sambista, não tem como não ser. Você pega mesmo as músicas mais elaboradas. Bicho! Aquilo é samba! Chega num ponto que não interessa mais quem inventou. Era a ideia da letra (Samba do Jazz). Porque aparecem pessoas, em momentos muito diferentes, que tiveram um insight que levou um tipo de melodia similar, criando paralelismo.”



Folha - Dani Gurgel

Matéria completa: http://www.folha.com.br/sp826166

Prédio de Artacho Jurado vira cenário e conceito para DVD de Dani Gurgel

GABRIELA LONGMAN
DE SÃO PAULO

Ela é cantora e compositora. Mas trabalha como fotógrafa para ajudar a pagar as contas. Nas horas vagas, diagrama capas de disco, edita vídeos, mexe nos arranjos, agiliza parcerias de produção, dá palpite em cada pequena etapa do processo.

Foi com espírito multimídia que Dani Gurgel gravou seus três primeiros discos (o EP “Dani Gurgel”, em 2007, “Nosso”, em 2008, e “Agora”, no ano seguinte). Hoje, lança, com show no Auditório Ibirapuera, seu trabalho recém-saído do forno: o DVD “Viadutos”, filmado na cobertura do edifício de mesmo nome, projetado em 1956 por Artacho Jurado (1907-1983).

Ali o arquiteto/empresário construiu no 27º andar um “salão de bailes” envidraçado em 360º, de onde se tem um dos panoramas mais bonitos da cidade. As antenas da Paulista, ao fundo, o Copan visto de costas e uma imensidão de prédios. Filmado ali, o DVD tem o clima de uma “sala íntima”: o microfone na mão, a banda tocando e a cidade ao fundo, como cenário, como tema, como público.

“Paulista tem medo de falar de São Paulo. O Rio é lindo, a Bahia é linda. São Paulo não é linda… mas é. Linda porque é muito louca”, diz.

No show/DVD estão 20 canções, a maioria delas feitas em parceria com outros nomes da nova geração. Se nos discos anteriores ela era sobretudo intérprete, o trabalho pretende afirmar sua matriz de compositora.

“Escrevo sobre coisas que eu vivo… e eu vivo na cidade.” Assim, uma música homenageia a cor cinza (“A cidade é cinza gris/ é colorida feita em giz”, diz um dos versos, parceria com Rafa Barreto); outra, com Romulo Fróes, descreve “O Gosto do Asfalto” (“Bueiro sujo até que mata a sede/se a chuva não parar/ um para-raio apaga uma cidade/carrega celular”). Uma terceira (“Silêncio”), com Fabio Cadore, narra um encontro tímido num elevador de megalópole.

Se a arquitetura de Jurado mistura linguagens –o moderno, o nouveau, o déco, o clássico– e ornamentos –pastilhas, gradis, pilastras, curvas decorativas–, a música de Dani também é MPB com arranjos profundamente jazzísticos, influência marcada de Zimbo Trio, Elis, world music…

“Viadutos conectam as pessoas, sua música e sua vida na cidade. E é isso que eu quero com a minha música”, ela escreveu para apresentar o disco. Nesse baião de conexões, a internet entrou como ferramenta indispensável. Desde o primeiro disco, Dani usa todas as plataformas digitais compulsivamente para divulgar sua música.

“Acho que o Youtube é a nova FM. É mais importante hoje ter muitos views ali do que tocar no rádio. As pessoas reclamam porque o disco está num blog, sendo baixado por todo mundo. Eu acho ótimo.”

Costurando referências e parceiros, procura mapear a nova geração, gravando compositores ainda pouco conhecidos. “Acho que está todo mundo aprendendo a cuidar do próprio nariz. É difícil hoje achar alguém que fica parado achando que vai ser ‘descoberto’ por uma gravadora ou algo assim.”

Ela, pelo visto, já foi descoberta. Pela internet, o jornalista francês Edouard Launet encontrou seu nome e seu som. Em fevereiro de 2009, sua foto estourada ganhou uma página inteira no jornal “Libération”. Seu disco já foi mais baixado no Japão do que vendido em lojas no Brasil. Seus viadutos começam a dar voltas.

Time Lapse: Dani Gurgel
Edição: Dani Gurgel
Gravação dos depoimentos originais: Toca dos Filmes

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2010-07-12-Obrigada
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Começamos este mês os shows pedidos por quem preencheu a pesquisa. Ao longo dos shows vamos colocando várias canções novas, minhas e de outros compositores.

Testadas, amaciadas e afinadas no palco, as canções apresentadas nos shows de 2010 serão registradas no meu primeiro DVD, que será gravado ao vivo, em São Paulo, em julho de 2010, e lançado em novembro, no Auditório Ibirapuera.

Estamos então, especialmente até o final deste mês (é, quarta que vem, corre!), ouvindo novas canções. Quem tiver algo na manga, será muito benvindo em mp3 no contato@danigurgel.com.br