Atendendo a pedidos, abrimos uma nova turma na Casa do Núcleo em janeiro e fevereiro!
16, 23, 30/1 e 6/2/2013 | quartas-feiras | 20h às 22h30
Você pode fazer sua inscrição direto pelo site da Casa do Núcleo, e pagar no cartão de crédito com o serviço PagSeguro. Eles também aceitam depósito no Bradesco e Banco do Brasil. Entre em contato com a Casa para mais detalhes, se preferir.
Valor do curso: R$ 200
Local: Casa do Núcleo
Endereço: Rua Padre Cerda, 25 – Alto de Pinheiros – São Paulo, SP
Contato: (11) 3032-8401 / 3815-9714 ou casadonucleo@gmail.com
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Meu avô, Floriano Gurgel, é ex-professor da Poli-USP, e autor de vários títulos na área de Administraçnao do Produto e Engenharia da Produção. Tenho um enorme orgulho em ter participado da produção e feito a capa do seu mais novo título, “Reprojetando a Empresa”.
Mais informações no site www.reprojetandoaempresa.com.br
Chegou o último desafio da Smartcamera da Samsung, e é claro que é o mais complicado: baixa luminosidade.
Lembrando, fui convidada pela própria Samsung pra testar a câmera. Tem muito mais sobre ela aqui.
Já comentei no meu primeiro post que ela não tem um super rendimento nos isos mais altos. Então fiz o teste sempre em três ISOs: 200, 800 e 3200.
Também expliquei naquele meu primeiro post que a abertura máxima do diafragma muda quando você usa o zoom. Então fiz o teste com e sem zoom.
23mm, f/2.8
Escolhi uma cena não tão escura, porque achei exagero testar num show. Com tudo no mais aberto possível: a lente na sua posição mais angular (equivalente a 23mm de uma reflex), e com diafragma 2.8.
No ISO 3200, o ruído é gigantesco. Veja nas áreas mais cinzas.
Mas é a única situação em que um amador normal fotografa na mão sem tremer.

- ISO 3200, f/2.8, 1/90
O ISO 800 fica nem lá nem cá. Bastante ruído, mas já com um bom risco de borrar: 1/20.

- ISO 800, f/2.8, 1/20
Com o ISO 200 tenho o melhor resultado em termos de ruído e nitidez, mas tenho que segurar na mão com o obturador 1/6. É uma bela de uma encrenca, tirei algumas fotos até sair congeladinha.
O formato da câmera não ajuda muito pra estabilizar pra uma longa exposição. Com uma câmera reflex, você consegue melhor estabilidade, especialmente porque tem um terceiro ponto de apoio quando coloca o olho no visor.

- ISO 200, f/2.8, 1/6
114mm, f/4.0
Não fui até o máximo do zoom, também achei exagero, então resolvi ficar num ponto intermediário, equivalente a 114mm. Nesse ponto ela já não abre mais f/2.8, ela só abre até f/4.0, então minhas velocidades foram mais baixas.
Nesse teste, o estabilizador da câmera (OIS) deu uma certa ajuda pra não borrar, mas é importante lembrar que estabilizadores não garantem uma velocidade padrão pra se fotografar. Eles aumentam o quanto você mesmo consegue segurar na mão.
Ou seja, quanto mais você conseguir segurar a câmera estável, ainda mais o estabilizador vai te ajudar a fotografar longas exposições.

- ISO 3200, f/4.0, 1/60
No ISO 3200, a velocidade deu 1/60 (veja que está um pouquinho subexposto – quis ficar no limite mesmo). 1/60 na mão, com uma tele equivalente a 114 mm é bem difícil de um amador segurar na mão.
No ISO 800, 1/15 e continua com bastante ruído.

- ISO 800, f/4.0, 1/15
A campeã é sempre a com ISO 200. Só que obturador 1/4 é realmente difícil de segurar na mão, mesmo com o estabilizador.

- ISO 200, f/4.0, 1/4
Cadê esse ruído que eu não vi? Tá aqui.
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O que eu faço então?
- Quanto mais zoom, mais luz você perde. No escuro, use com cuidado.
- Estabilize a câmera o máximo que você conseguir. Cotovelos próximos ao corpo, mais pontos de apoio (o seu joelho é ótimo pra isso).
- Quanto maior o ISO, maior o ruído. Ao mesmo tempo, mantendo o diafragma, quanto menor o ISO, mais longa precisará ser a exposição. Tente usar o ISO mais baixo que conseguir, enquanto conseguir congelar a imagem.
- Se você tem a mão firme, cuidado. O “ISO Automático” das câmeras parte do pressuposto que você treme de montão, e vai sempre priorizar ter uma folguinha pra congelar da imagem, sem se preocupar tanto com o ruído. Escolha o ISO manualmente.
- Podendo, ilumine!
Quer saber mais?
Aqui tem mais um monte de informações sobre a câmera.

Quer saber mais sobre a câmera que estou analisando? Tem muito mais sobre ela aqui.
É, dessa vez o assunto é polêmico, pelo menos pra mim: filtros. Se qualquer aluno meu perguntar sobre filtros, minha resposta automática será “Tá louco? Faça RAW, e depois trate como quiser”. Mas é claro que isso é num contexto profissional.
Neste contexto aqui não tem RAW, e muito menos DEPOIS! A ideia toda é que você fotografe e poste pela própria câmera, com a função Wi-Fi. E, convenhamos, dentro deste contexto aqui ela tá muito acima do que eu consideraria um concorrente direto, que é um iPhone com Instagram.
Como eu pessoalmente não gosto muito daqueles filtros que fazem parecer desenho, pintura, etc., testei algumas coisas que podem realçar fotos simples.
Soft Focus
Primeiro o “soft focus”, que é um simples blur em todo o perímetro da foto, que pode tanto realçar o que já está um pouco desfocado (ótimo, já que as câmeras amadoras acabam tendo mais profundidade de campo por causa do pequeno sensor). Ou, usando errado, ele pode fazer uma meleca, como a próxima foto.
O que tem de errado com essa foto? O Soft Focus foi aplicado em áreas focadas. O resultado é que, ali no canto superior esquerdo, o blur desmanchou toda a informação da parede. Mas logo abaixo, no mesmo plano, as moças e a porta na parede branca estão focadinhas!! Ora bolas, se está no mesmo plano, ou foca tudo ou desfoca tudo.
Abaixo, um jeito bacana de se usar: o foco está na barra em primeiro plano, e o Soft Focus só embaça ainda mais o perímetro, que já estava fora de foco. Bacana!!
Vignette
Outro filtro que eu gosto é a Vinheta preta nos cantos. Uso isso bastante no processamento de vídeo!
Só fiquei um pouco desapontada de ter que escolher o filtro antes de tirar a foto. Gosto da maneira Instagram de ser: primeiro fotografa e depois aplica o filtro. Me lembra um pouco mais o meu fluxo de trabalho, que é fotografar tudo absolutamente cru.
Quer saber mais?
Aqui tem mais um monte de informações sobre a câmera. Ainda analisarei mais uma função!

Já chegou o meu segundo teste com a nova Smartcamera da Samsung – ajustes manuais. Veja aqui um pouco mais sobre a câmera.
Hoje de manhã fui fotografar um evento no Auditório Ibirapuera, e aproveitei pra testá-la num lugar super encrencado de luzes, cores e problemas diferentes pra resolver: o foyer do Auditório.
Modo manual
A câmera tem todos os ajustes manuais (velocidade, diafragma, iso, WB) mas, assim como nas outras compactas avançadas, eles ficam um tanto fora de mão (claro, é uma função auxiliar, não é uma câmera profissional), e o click é sempre um pouco atrasado. Nesse ponto, ela está bem no topo das compactas.
Um ponto que eu destaco é o ajuste do White Balance manualmente por Kelvin, coisa que não têm as câmeras T2i e T3i da Canon, que são os modelos que eu costumo recomendar pros meus alunos comprando a primeira câmera. Claro, pro fotógrafo que faz RAW, isso não ajuda em nada, pois ele fará o ajuste fino do White Balance no processamento e não na câmera. Mas pra vídeo e para uma câmera como essa que não faz RAW, esse ajuste fino em Kelvin ajuda muito.
O que me leva ao ponto que me desapontou: ela não faz RAW. Com todas essas funções tão bacanas, merecia poder fotografar em RAW, como algumas das compactas da Panasonic.
Teste 1 – escuro
Mas vamos lá aos testes.
É claro que a foto no total automático ficou uma porcaria.

Aí parti pros ajustes manuais.
Apoiei a câmera no gradil mesmo, na falta de um tripé, pra poder trabalhar com longa exposição. Essa série foi com ISO 800. White balance manual perto de 3500K (não lembro de cabeça, e nos metadados só vem “manual”).

Quis trazer um pouco mais de informação sem borrar as pessoas, então joguei um flash de preenchimento. Corrigi o white balance pra um pouco mais quente, e mesmo assim o flash fez uma massaroca branca em cima de um ambiente amarelo.

Como eu estava armada com meu flash profissional, emprestei um pequeno acessório barato e fácil de se comprar e adaptar: uma folhinha de filtro CTO. Agora sim. Mas continua não sendo uma foto profissional.

Teste 2 – luzes de cores diferentes
Aproveitei pra fazer outro teste depois, lá embaixo.
Ainda mais complicado. A grande encrenca do foyer do Auditório durante o dia é que entra uma luz do sol linda e forte pela porta, que se mistura com a luz (também incrível) de tungstênio da iluminação interna, que ainda por cima é refletida no vermelho.
O resultado é que não tem white balance certo – qualquer lado que você acerte vai deixar o outro lado descalibrado.
Essa no automático é o exemplo maior. Azul na esquerda, amarelo esverdeado na direita.

E já parti para uma no manual, ISO 200, pois acima disso achei que ela já traz muito ruído, com white balance manual e flash de preenchimento (ainda cru, sem filtro).

E completei com o meu filtro CTO no flash. Dá pra ver bem a diferença que o filtro fez na cadeira da mesa onde apoiei a câmera.

Mas ainda não resolveu totalmente.
Se ela fizesse RAW, eu teria muito mais informação na foto pra tratá-la, e poderia corrigir as partes necessárias no processamento.
Como é só JPG, fiz um tratamento na marra, dando uma bela amenizada na diferença de cores. Todo esse contraste não é só porque fica bonito – é porque o JPG perde muita informação no tratamento (e o RAW não…). Mas a discussão entre RAW e JPG não cabe aqui.
Enfim, salvei, mas salvei no punho!

Conclusão
O manual salva fotos, sim! Mas o RAW faz falta, e os ajustes são bem lentos de se mexer.
Não teria conseguido fazer nenhuma dessas fotos se tivesse pressa. Cada exercício durou alguns minutos.
No mesmo dia, em situações similares, resolvi fotos bem mais complicadas com a minha câmera profissional em frações de segundo.
No contexto do total amador, ela salva um monte de fotos. Aquele pôr do sol que o automático insiste em tentar corrigir a cor, aquela tentativa de fotografar a lua que sai sempre estourada…
Mas cuidado! Acostume logo com os ajustes manuais dela e seja rápido no gatilho, se não o sol vai se pôr antes da sua foto sair.
Quer saber mais?
Aqui tem mais um monte de informações sobre a câmera. Em breve avaliarei outras funções dela!
No shows booked at the moment.
Dani Gurgel & Debora Gurgel bring their original Brazilian Jazz to the USA in September. Beats and lyrics from Brazil with contemporary jazz melodies and harmonies take Brazilian Jazz to its roots and back into a new approach.
Debora Gurgel‘s compositions and arrangements are extremely sophisticated, having written especially for Jazz Sinfônica Orchestra, Tom Jobim Orchestra, Lilian Carmona, Chico Pinheiro and Amilton Godoy (Zimbo Trio). Dani Gurgel‘s voice is an instrument, joining beautiful lyrics and complicated vocalises with the sax player precision from her big band days. They will be joined by drummer and producer Thiago Rabello, who is featured in all of their albums, and by bass players Jon Burr (Boston & NY) and Tim Carey (Seattle).
Dani & Debora have always played important parts on each other’s albums. This tour is the ultimate union of their work, with mostly their own music, some of Dani’s compositions with other partners (Filó Machado, Sara Serpa & Maria Schneider) and a few bold arrangements of Brazilian classics by Tom Jobim & Hermeto Pascoal.
More about the artists: www.danigurgel.com.br | www.deboragurgel.com.br
Neste momento estou plugada pelo 3G do celular em um ônibus, voltando de Curitiba, onde passei a semana fotografando a gravação do DVD “Elis por Eles”, comandado pelo Pedro Mariano.
E aproveitei pra fazer o primeiro teste na câmera da Samsung que fui convidada pra avaliar: a WB-850F. Vejam aqui um pouco mais sobre ela.
Duas semanas atrás, participei de um evento bem engraçado com eles: passeamos por São Paulo fotografando do topo de um ônibus double decker, num belo dia gelado de sol.
Mas uma situação assim não tem nada a ver com o meu dia-a-dia, que é, na maioria das vezes, fotografar em condições de luz quase indecentes.
Os meus testes oficiais serão quatro, mas eu só recebi o assunto do primeiro, por enquanto: zoom. Por isso não vou nem falar agora da função bacanérrima que é o wi-fi integrado – aposto que será um dos assuntos que vão chegar pra que eu avalie nas próximas semanas, e do GPS, que também é um dos destaques.
Zoom e baixa luz
Já começamos com um assunto controverso. Assim como a grande maioria das câmeras amadoras (e das lentes iniciantes das câmeras profissionais também), ela oferece diafragmas diferentes pra cada ponto do zoom.
Cuma?
O diafragma é a abertura da lente. Quanto mais aberto, mais luz entra (e outras propriedades que não cabem aqui, como profundidade de campo).
Nas lentes profissionais, o diafragma mais aberto de uma lente é sempre o mesmo, não importa em que ponto do zoom você esteja.
Em todas as outras, ele vai fechando à medida em que você ‘aumenta o zoom’. E perde um montão de luz. O resultado? Maior probabilidade da sua foto sair tremida, quanto mais zoom você usar. Lembrando que isso vale pra quase todas as câmeras amadoras, semi profissionais e profissionais com as lentes do kit.
Agora sim, ao que interessa. Coloquei a câmera à prova aqui em Curitiba.
E fiz dois testes: um no claro, outro com menos luz.
No sol
Fiz sempre uma foto abertona e outra no talo do zoom, pra comparar.
No sol, ótimo. 21x é zoom pra dedéu!
Interna
Agora dentro do camarim, mesmo cheio de luz, já veio um bom ruído, especialmente na fechada.
O ruído é mais perceptível nas áreas cinzas. Fiz um tratamento simples de cor e contraste, e o ruído já aparece menos. Mas continua estando lá.
Detalhe – ruído
Fiz um detalhe do ruído pra sentir a diferença. Pra uma câmera compacta até que veio bem pouco ruído. Mas a comparação da foto no sol pra foto interna mostra o quanto se perde de informação na hora de fotografar no escuro com uma compacta.
Resumindo?
21x é muito, muito mais zoom do que eu imaginava. Dá pra ver pela imagem aberta que fiz de referência. Impressionante. Adorei.
Mas, assim como qualquer compacta, se você quiser usar esse zoom em situações mais escuras, vai ter que arcar com as consequências: maior probabilidade de borrar, e mais ruído.
Repito a dica que insisto em todas as aulas de fotos de shows: no escuro, chegue perto!
Quer saber mais?3>
Aqui tem mais um monte de informações sobre a câmera. Em breve avaliarei outras funções dela!
Priscila Mazucatto was my student, in a Concert Photography course. Last month, she photographed the Coletivo Urbano concert, in which I sang. She did great, I’m proud of my student!


My new podcast project is being released today: Música de Graça (Music for free).
Once a month, I’ll gather a few artists that have never recorded together, so they can create a new track especially for the podcast. A brand new song: not a track from an album, neither an ‘acoustic’ version as we perform on TV shows.
No filters regarding their generation, style or audience: what counts is their wish to share their music online.
These songs (and a special interview) will be available for download at Música de Graça.
This is an accomplishment by Da Pá Virada, being recorded at Oca – Casa de Som. I’ve been sharing our recording sessions via twitcam (live streaming video), so follow me at twitter (@danigurgel)!.
First episode is “Nada a Declarar”, with Ricardo Teté, Guilherme Ribeiro and Conrado Goys. Stay tuned for next month!
Dani Gurgel
httpvh://www.youtube.com/watch?v=6Zrenv7Czbo
This was published in Portuguese.
Feel free to use your preferred automated translator.
Nem de longe vou entrar na discussão sobre Creative Commons estarem ou não no site do MinC, como tenho lido no blog da Joyce e nos trocentos colunistas d’O Globo. Não quero falar de direito autoral, e sim de divulgação.
Falo da licença “Atribuição – Uso Não-Comercial – Partilha nos Mesmos Termos” que eu e o Nine Inch Nails adoramos. Eu chamo, aqui do conforto da minha casa, de “Licença-fita-demo”. Porque ela põe em termos jurídicos aquilo que era transmitido no boca-a-boca e muito pouco respeitado com a fita demo: “Beleza meu, ouve minha música aí, mostra pros seus amigos, mas não inventa de tentar ganhar dinheiro às minhas custas”.
Lindo! Se eu libero uma música assim, você pode baixar, mandar pros amigos, colocar de trilha sonora no seu vídeo que usa a mesma licença no YouTube, gravar você tocando a música e soltar sob a mesma licença e com o meu crédito de autoria, etc. Se você quiser gravar num disco, não pode – fim comercial. Se quiser usar em publicidade, também não.
Gosto dessa licença porque nós, compositores, continuamos ganhando dinheiro sempre que ele está envolvido de verdade (mesmo que seja pouco): Tocaram num show – vai recolher ECAD do mesmo jeito. Tocou na rádio – vai recolher do mesmo jeito. Gravaram num disco – vai pagar a liberação do mesmo jeito. Publicidade – vai contratar do mesmo jeito. Tocou na novela – tem uso mais comercial que esse?
A diferença mora na venda de discos versus o download. Em troca de uma música em mp3, mais de 1000 pessoas do mundo todo me contaram, pelo meu site, que a maioria baixou meu disco de graça em blogs como o Um Que Tenha, depois entrou no meu mailing, comprou o disco novo e tem ido em shows desde então. Uma delas (Anita Kalikies) organizou meu último show em Buenos Aires, outro (Ron Gallegos) revisou os textos em inglês do meu DVD, outro (Edouard Launet) fez uma matéria de página inteira sobre mim no Libération (jornal francês), outros quatro patrocinaram a gravação do meu disco “Agora” (2009) com cotas salgadinhas; e por aí vai.
Tudo isso aconteceu sem eu liberar minha música pra baixar via essa licença – foi só download ilegal.
O que eu acredito? Se a gente liberar algumas músicas pra download mais gente vai baixar, então mais gente (que nunca compraria o disco) vai ouvir nossa música e divulgar pros amigos.
Então mais gente que ainda gosta de comprar disco físico, que recomenda música pra publicidade, que escolhe trilha de novela e de filme, e que escreve sobre música, vai ficar sabendo que a gente existe.
Bom, né?
Tô fazendo um projeto novo nesses moldes, com apoio do ProAC. Em breve…
Estava eu, correndo como uma desesperada (claro), toda cheia de equipamento nas costas, entre o Obelisco dos Heróis de 1932 e o Auditório Ibirapuera. Ia fotografar um show no Auditório, mas era quase natal. O portão de funcionários do parque estava fechado pela &%$^ árvore, então estacionei na PQP, e fui (aí sim) correndo, desesperada.
Presenciei a seguinte conversa, que ainda não digeri: “Mãe, o que é o obelisco?”, e a mãe: “Ah filho, é o marco zero de São Paulo”.
Ahn? E a revolução de 32, onde ficou nessa história? E aquilo na Praça da Sé é o quê, uma mesinha de almoço?
Os outros comentários que eu poderia fazer vou deixar por conta do leitor…
[para o maestro Branco]
Savana
Que é banda, que é alma
Que é umbanda, que é calma
Que é canto, que é sopro
Que é santo, que é torto
Savana
Que é cheia, que é musa
Que é toda, que é música
Que é cada, que é solo
Que é junta, que é única
Savana de trás
de cima e de onde
Savana daqui
de norte e de longe
Savana de ontem
de sempre e de hoje
Cada vez que fico com vontade de ouvir o ‘Nearness of You’ ou o ‘Pilgrimage’, dois dos discos do Michael Brecker que mais me marcaram, e mais solos eu decorei; fico meio triste, lembrando do dia em que ele morreu.
Fui ver o Al Foster tocar no Smoke, em Nova York, uma casa de jazz bem tradicional, na Broadway lá em cima (com a rua noventa e tantos). Passei frio na rua, a estação de metrô que eu precisava estava fechada e tive que andar o resto… o maior programa de índio. Mas dane-se, era pra ver o Al Foster.
Entrei naquele universo todo paralelo, quentinho. Não sabia o que fazer com o casaco, que tinha passado de muito fino e indispensável a um trambolho calorento. Paguei imensos trinta dólares naquela comandinha muito estranha, em que a garçonete passa o seu cartão e, ali onde se assina, você escreve quanto vai dar de gorjeta. Dá-lhe confiança.
Naquela casa que é mais ou menos do tamanho do antigo Villagio Café (metade do Ao Vivo?), eu vi o show com o público mais quente de todos os meus 15 dias entre Crusaders no Blue Note, Kenny Baron e Fly no Village Vanguard, e até festival de jazz underground no SoHo. Depois de 15 dias com platéias de gringos e bacanas achando aquilo ‘muito interessante’, ouvi os primeiros ‘awesome’ e ‘yeah’ da viagem.
E ali no fundo palco, escondido pelos pratos quase verticais e altíssimos, estava o Al Foster. O cara que tocou 13 anos no grupo do Miles Davis e que ainda tá em todas. Entre uma música e outra, ele levanta da bateria, se contorce até o microfone, e diz: “Vamos tocar a próxima música em homenagem a nosso grande amigo, grandissíssimo músico, que faleceu nesta manhã, Michael Brecker”.
Gelei. “Mas ele tinha melhorado! Como assim?” Levei um tempo pra assimilar a notícia.
E a música seguinte foi uma das coisas mais emocionantes que já vi em cima de um palco. Cada solo, cada nota, dizia “Descanse em paz, amigo”.
Homenagem ao meu tio avô, falecido na semana passada, João Augusto do Amaral Gurgel.
Fica a esperança de, algum dia, fazer tanto pelo nosso país quanto ele fez.






























































































